quinta-feira, 14 de abril de 2016

Solidão no Lago


Sentada à beira do lago, em devaneio a pensar.

Caminhos que percorri , para vir aqui parar?

São caminhos solitários, cheios de espinhos e dor.

Só tenho alguma alegria, no desabrochar da flor?

Mas que droga, que ousadia, eu um simples mortal.

Pensar que posso ser livre, sem influencia do mal?

E o lago corre sereno, balanço da leve brisa

Esse mundo é tão pequeno, nem tudo se realiza.

Paro e penso num instante, procuro não me abalar

Que agora estou solitária, no lago Paranoá.

 Bsb, 2002.12.29

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