quinta-feira, 14 de abril de 2016

PROFANA

Por que as Náiades enlouquecidas
Não me fazem esquecer
A tortura da espera?

Por que eu não me refugio
Nas cavernas de Antríades
Na escuridão solitária?

Por que todo o desalento
Ensurdecedor dos sentidos
Traz-me a Mania para morada?

Por que Hebe não me devolve
O frescor da juventude
E a esperança de um futuro?

Por que Eos não me traz
A doçura do despertar
Na manhã ensolarada?

 Por que a sonoridade
Revigorante de Euterpe não vem
Alimentar-me a alma?

 Por que Marsias não me alegra
Com a doce sonoridade
De sua flauta encantadora?

 Por que Terpsícore não aproveita
Sua musica e me revigora a alma
Com sua dança?

Por que Nereu não me devolve
A calma e a serenidade própria
De águas serenas do mar calmo?

Por que Eudora não me presenteia
Com os dons de Eucrante
Para completar-me os sentidos?

Por que Cimátoe não dirige
O barco do meu destino
Nos braços de Galena?

Por que não chego nunca
Aos domínios de Eulimene
Para adormecer nos braços de Eunice?

São Luis-MA, 2010.03.27

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