Gentilmente aconchegada
Aos teus braços, doce regaço.
Indolentemente emaranhada
A embalar-me na toada.
Movendo-me com maestria
Onde pulsa o coração errante
Tranqüilo e palpitante
Acorda a saudade distante.
Mas sei que tua chegada
Entre tantos sobressaltos
Não vai trazer desilusões
Ela trará alegrias
Zumbido, algazarra e canções
Em dia, noite e madrugada
Serás bem vinda e amada.
Bsb, 2005.06.28
Perambulando pela vida, vagabundeando pelo mundo. Discorrendo sobre a vida, escrevendo sobre sentimentos, amando, fluindo, sorrindo, sonhando...
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Azul do teu olhar
Teus olhos são duas contas, que me fitam sem cessar.
São gotas do oceano, são profundezas do mar.
São delírios de safira, raridade nunca os vi.
Porém desde o primeiro dia, que jamais te esqueci.
Esse azul que me fascina, me enche de ilusão.
Naufrago, me afogo neles, explodindo de paixão.
Leva-me para as alturas, flutuo no firmamento,
Espero doce e serena, por ti a cada momento.
BSB 2002.12.29
São gotas do oceano, são profundezas do mar.
São delírios de safira, raridade nunca os vi.
Porém desde o primeiro dia, que jamais te esqueci.
Esse azul que me fascina, me enche de ilusão.
Naufrago, me afogo neles, explodindo de paixão.
Leva-me para as alturas, flutuo no firmamento,
Espero doce e serena, por ti a cada momento.
BSB 2002.12.29
Poemas e Cores
Gosto de ficar sozinha, porque observo as cores.
Amarelo, alegria.
Azul, cálidos amores.
Vermelho, paixão insana.
Branco, paz e nirvana.
Não gosto de ficar sozinha, porque nas cores me perco.
Vejo amores que me faltam, ou me dilaceram o peito.
Amarelo, crueldade.
Azul, amores perdidos.
Vermelho, fogo da discórdia.
Branco, um louco ensandecido
2002.12.29
Amarelo, alegria.
Azul, cálidos amores.
Vermelho, paixão insana.
Branco, paz e nirvana.
Não gosto de ficar sozinha, porque nas cores me perco.
Vejo amores que me faltam, ou me dilaceram o peito.
Amarelo, crueldade.
Azul, amores perdidos.
Vermelho, fogo da discórdia.
Branco, um louco ensandecido
2002.12.29
PROFANA
Por que as Náiades enlouquecidas
Não me fazem esquecer
A tortura da espera?
Por que eu não me refugio
Nas cavernas de Antríades
Na escuridão solitária?
Por que todo o desalento
Ensurdecedor dos sentidos
Traz-me a Mania para morada?
Por que Hebe não me devolve
O frescor da juventude
E a esperança de um futuro?
Por que Eos não me traz
A doçura do despertar
Na manhã ensolarada?
Por que a sonoridade
Revigorante de Euterpe não vem
Alimentar-me a alma?
Por que Marsias não me alegra
Com a doce sonoridade
De sua flauta encantadora?
Por que Terpsícore não aproveita
Sua musica e me revigora a alma
Com sua dança?
Por que Nereu não me devolve
A calma e a serenidade própria
De águas serenas do mar calmo?
Por que Eudora não me presenteia
Com os dons de Eucrante
Para completar-me os sentidos?
Por que Cimátoe não dirige
O barco do meu destino
Nos braços de Galena?
Por que não chego nunca
Aos domínios de Eulimene
Para adormecer nos braços de Eunice?
São Luis-MA, 2010.03.27
Não me fazem esquecer
A tortura da espera?
Por que eu não me refugio
Nas cavernas de Antríades
Na escuridão solitária?
Por que todo o desalento
Ensurdecedor dos sentidos
Traz-me a Mania para morada?
Por que Hebe não me devolve
O frescor da juventude
E a esperança de um futuro?
Por que Eos não me traz
A doçura do despertar
Na manhã ensolarada?
Por que a sonoridade
Revigorante de Euterpe não vem
Alimentar-me a alma?
Por que Marsias não me alegra
Com a doce sonoridade
De sua flauta encantadora?
Por que Terpsícore não aproveita
Sua musica e me revigora a alma
Com sua dança?
Por que Nereu não me devolve
A calma e a serenidade própria
De águas serenas do mar calmo?
Por que Eudora não me presenteia
Com os dons de Eucrante
Para completar-me os sentidos?
Por que Cimátoe não dirige
O barco do meu destino
Nos braços de Galena?
Por que não chego nunca
Aos domínios de Eulimene
Para adormecer nos braços de Eunice?
São Luis-MA, 2010.03.27
Banzo
Me pego pensando na vida
Como uma aragem perdida
Recordo vivência antiga
De uma saudade incontida.
Das historias que meu pai não me contou
Das cantigas que minha mãe não me embalou.
Das palavras que o vento me levou
Do canto do fogo-apagou.
Das tardes alegres da vera paz
Do sussurro do vento nos coqueirais
Do por do sol no entardecer do cais
De um tempo que não volta mais.
Da onda balançando o barco
Da chuva forte de março
Do muro cheio de hera
De meus sonhos de quimera.
Do calor do mormaço
Do som vindo do teu passo
De todo meu embaraço
Do laço do teu abraço
BSB, 2013.03.23
Como uma aragem perdida
Recordo vivência antiga
De uma saudade incontida.
Das historias que meu pai não me contou
Das cantigas que minha mãe não me embalou.
Das palavras que o vento me levou
Do canto do fogo-apagou.
Das tardes alegres da vera paz
Do sussurro do vento nos coqueirais
Do por do sol no entardecer do cais
De um tempo que não volta mais.
Da onda balançando o barco
Da chuva forte de março
Do muro cheio de hera
De meus sonhos de quimera.
Do calor do mormaço
Do som vindo do teu passo
De todo meu embaraço
Do laço do teu abraço
BSB, 2013.03.23
Espera
Fico a esperar-te
como o sol espera seu pôr no horizonte
dia após dia, ano após ano
como o refluxo da maré no oceano.
Solitária na minha própria existência,
divagando no entardecer da consciência
esperando encontrar a força para resistir essa ausência.
Procuro em vão nos cantos, nas ruas e curvas que passo.
Quero encontrar entre as pessoas, teu vulto amado, cansada, exausta e desesperada, volto pra casa para esperar teu abraço.
Morno mormaço.
PTR, 2000.12.01
como o sol espera seu pôr no horizonte
dia após dia, ano após ano
como o refluxo da maré no oceano.
Solitária na minha própria existência,
divagando no entardecer da consciência
esperando encontrar a força para resistir essa ausência.
Procuro em vão nos cantos, nas ruas e curvas que passo.
Quero encontrar entre as pessoas, teu vulto amado, cansada, exausta e desesperada, volto pra casa para esperar teu abraço.
Morno mormaço.
PTR, 2000.12.01
Saudade
Saudade palavra triste, que sufoca de emoção
O soluço na garganta, me invade o coração.
O vento é aragem fria, que corrói a minha alma
Percorre minhas entranhas e rouba a minha calma.
As longas noites sombrias, gritam de solidão
Não vê que já não suporto essa dura ilusão.
E o dia amanhece, a neblina não dispersa
Olhando pela janela, vejo que vida perversa.
Os pássaros cantam sombrios, sentem a minha tristeza
A dor que me vem na alma, me chega com mais leveza.
Sufoco então minhas lagrimas, busco força para agir
Amanha será outro dia, preciso voltar a sorrir.
Autor: Sara Mota
2005.07.16
O soluço na garganta, me invade o coração.
O vento é aragem fria, que corrói a minha alma
Percorre minhas entranhas e rouba a minha calma.
As longas noites sombrias, gritam de solidão
Não vê que já não suporto essa dura ilusão.
E o dia amanhece, a neblina não dispersa
Olhando pela janela, vejo que vida perversa.
Os pássaros cantam sombrios, sentem a minha tristeza
A dor que me vem na alma, me chega com mais leveza.
Sufoco então minhas lagrimas, busco força para agir
Amanha será outro dia, preciso voltar a sorrir.
Autor: Sara Mota
2005.07.16
Tempo obscuro
Tempo obscuro
Dia sem sol
Onde andara minha luz?
Tempo sem esperança
Canteiro de espinhos
Onde andará o meu caminho?
Tempo de caixas de concreto
Elas estão em toda parte
Onde andará a felicidade?
Tempo de sufoco
Como lápide da solidão
Onde andará meu coração?
Onde andará a sua luz?
Onde andará o seu caminho
Onde andará a felicidade?
Onde estará o meu e o seu coração?
Na mais pura solidão!
BSB, 2006.04.01
Dia sem sol
Onde andara minha luz?
Tempo sem esperança
Canteiro de espinhos
Onde andará o meu caminho?
Tempo de caixas de concreto
Elas estão em toda parte
Onde andará a felicidade?
Tempo de sufoco
Como lápide da solidão
Onde andará meu coração?
Onde andará a sua luz?
Onde andará o seu caminho
Onde andará a felicidade?
Onde estará o meu e o seu coração?
Na mais pura solidão!
BSB, 2006.04.01
Solidão no Lago
Sentada à beira do lago, em devaneio a pensar.
Caminhos que percorri , para vir aqui parar?
São caminhos solitários, cheios de espinhos e dor.
Só tenho alguma alegria, no desabrochar da flor?
Mas que droga, que ousadia, eu um simples mortal.
Pensar que posso ser livre, sem influencia do mal?
E o lago corre sereno, balanço da leve brisa
Esse mundo é tão pequeno, nem tudo se realiza.
Paro e penso num instante, procuro não me abalar
Que agora estou solitária, no lago Paranoá.
Bsb, 2002.12.29
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